Avaliação do Plebiscito em defesa das Estatais mineiras sobe risco de privatização
Autor/a: Validr Alves Neto
Quando aconteceu: 05 de julho de 2014
Quantidade de participantes: 15

Relato:
A reunião foi coordenada pelo jornalista Valdir Jamaica que passou a palavra para o palestrante Michael Douglas, do Vicariato da Arquidiocese de Belho Horizonte, e dos coordenadores do Plebiscito. No primeiro mandato do atual governo estadual foi muito difícil reagir ao projeto neoliberal comandado por Romeu Zema.
No entanto, foi possível frear as articulações que visam privatizar as estatais. No segundo mandato, Zema tem maioria na Assembleia Legislativa, mesmo assim, a privatização não foi a diante, porque a mobilização popular foi grande.
O Plebiscito teve 95% de eleitores que se posicionaram contra a privatização em um universo de 300 mil votantes em todas as regiões de Minas Gerais. Pequenos e médios municípios tiveram mais votos que as grandes cidades, proporcionalmente. Foi possível mapear e trabalhar em 120 cidades. Apesar de o Plebiscito Popular não tem valor legal, gerou uma mobilização continua, que abre as portas para o diálogo.
Resulatos e encaminhamentos:
Como encaminhamento concreto ficou acertado que uma reunião por mês será realizada para trata do tema e evitar que a população de desmobilize. Uma ação importante também é investir na mobilização do Vale do Jequitinhonha, por causa do Lítio. Toda a luta e mobilização precisam ser fortalecidas.
Diante do manifesto desejo popular de tamanha envergadura, o TCE proibiu o governo de realizar a privatização às escondidas da Cemig. Parlamentares estaduais realizaram uma audiência pública a respeito, depois que o resultado foi entregue à Assembleia Legislativa.