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Marcha das Margaridas resiste!

Autor/a: Eliane Martins, educadora da ENFPT

Querida Mundinha e companheiras.

Para nós que acreditamos na força da organização, da formação e das lutas populares, seja através das ferramentas, sindicais, dos movimentos populares ou dos partidos políticos, quando vivemos dias imensos como o de ontem, nos abastecemos de uma energia impar.

A energia da resistência histórica do nosso povo. Mas, quando essa resistência vem da carne, dos ossos, da pele queimada dos corpos de nossas mulheres trabalhadoras, do Brasil profundo, então sentimos a conexão da continuidade da luta profunda pela vida, que vem de nossas antepassadas, dos nossos povos originários, de nossas irmãs escravizadas, de todas as que vieram antes de nós e não se curvaram.

Por elas, por seus legados, por suas sementes que brotam em nós, seguimos com honra essa longa Marcha de resistência e de semeaduras de outras formas de vida, em nosso país onde brotam águas, terras, florestas, alimentos e gentes livres.

Livres dos agrotóxicos e das opressões, livres dos latifúndios e das explorações, livres das monoculturas e das dominações.

Com honra, somos arado e sementes, com inteligência protegemos em nossas saias e cabelos as poções e as sementes e por onde passamos aramos, cuidamos e plantamos, ainda que em solos compactados pelo capitalismo patriarcal, racista, colonial, velho e decadente.

Semeamos as sementes de Margaridas que descompactam e abrem fendas na terra dura e seca, para assim poder penetrar águas e nutrientes, criando as condições nutritivas para que uma Nova Primavera possa explodir em todo o seu vigor de renovações e belezas.

Viva uma Nova Primavera cheia de Margaridas!

O teor deste artigo é de responsabilidade de seu/sua ator/autora, e não necessariamente reflete a opinião da Escola Nacional do PT ou outra instituição do Partido dos Trabalhadores.